{"id":17143,"date":"2022-10-28T10:21:48","date_gmt":"2022-10-28T13:21:48","guid":{"rendered":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/?p=17143"},"modified":"2022-10-28T10:21:50","modified_gmt":"2022-10-28T13:21:50","slug":"a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/","title":{"rendered":"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta"},"content":{"rendered":"\n<p>O ex \u2013 deputado Roberto Jefferson foi preso em flagrante e teve sua pris\u00e3o domiciliar reconvertida em preventiva. Havia, inicialmente, condutas abusivas no decreto de sua pris\u00e3o, inclusive domiciliar, derivadas, como se sabe, da ilegalidade e inconstitucionalidade do inqu\u00e9rito de que provinha. N\u00e3o obstante, indefens\u00e1vel moral e legalmente sua conduta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ofensas pessoais \u00e0 Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, configuradoras, como j\u00e1 dissemos alhures, de maneira indecorosa pela qual n\u00e3o se deve tratar <strong>qualquer <\/strong>mulher, acaso se pretenda preservar um m\u00ednimo de dec\u00eancia. Tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o a abusos em sua pris\u00e3o, o ex&nbsp; &#8211; deputado acabou tornando justa a priva\u00e7\u00e3o de sua liberdade, inclusive mediante pris\u00e3o em flagrante, considerando sua indefens\u00e1vel rea\u00e7\u00e3o armada \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que a legitimidade de sua atual Pris\u00e3o em Flagrante n\u00e3o tem o cond\u00e3o de convalidar os constrangimentos ilegais anteriores e muito menos pode ser motiva\u00e7\u00e3o id\u00f4nea para seguir com novas viola\u00e7\u00f5es flagrantes da legisla\u00e7\u00e3o e da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No texto que segue n\u00e3o se pretende fazer qualquer defesa do ex \u2013 deputado Roberto Jefferson com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas \u00faltimas condutas, mas t\u00e3o somente demonstrar e denunciar abusos cometidos no seguimento, sempre lembrando que um v\u00edcio nunca justifica outro, o que vale para o ex \u2013 deputado e para o Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande quest\u00e3o \u00e9 que na decis\u00e3o que determinou o encarceramento de Roberto Jefferson, o Ministro Alexandre de Moraes estabeleceu proibi\u00e7\u00e3o de visitas a ele e at\u00e9 mesmo o contato com advogado, que ficou condicionado a peti\u00e7\u00e3o e deferimento pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que n\u00e3o paire d\u00favida, segue o texto do \u201cdecisum\u201d com indica\u00e7\u00e3o da fonte:<\/p>\n\n\n\n<p>FICA O DENUNCIADO PROIBIDO de conceder qualquer entrevista ou receber quaisquer visitas no estabelecimento prisional, salvo mediante pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, inclusive no que diz respeito a l\u00edderes religiosos, familiares e advogados. &nbsp;&nbsp;<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Essa esp\u00e9cie de determina\u00e7\u00e3o significa uma desbragada ressurrei\u00e7\u00e3o do nefasto instituto da \u201cIncomunicabilidade de Preso\u201d. E n\u00e3o se pretenda o emprego de eufemismos dissimuladores, tais como \u201crestri\u00e7\u00e3o de visitas\u201d, \u201ccontrole de comunica\u00e7\u00e3o\u201d etc. Em nada importa o n\u00e3o emprego da express\u00e3o \u201cIncomunicabilidade de Preso\u201d em termos formais, j\u00e1 que o conte\u00fado \u00e9 vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A incomunicabilidade, embora persista na reda\u00e7\u00e3o do artigo 21 e seu Par\u00e1grafo \u00danico, CPP, \u00e9 amplamente reconhecida como n\u00e3o recepcionada pela nova ordem constitucional que veio a lume em 1988. N\u00e3o poderia ser de outra forma, j\u00e1 que essa esp\u00e9cie de instituto \u00e9 t\u00edpica de sistemas totalit\u00e1rios ou ditatoriais que n\u00e3o respeitam os Direitos Humanos, a dignidade da pessoa e outros princ\u00edpios que orientam a chamada Constitui\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme observa Marc\u00e3o, nossa Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o permite a incomunicabilidade do preso nem mesmo em situa\u00e7\u00e3o de \u201cEstado de Defesa\u201d, o que dizer de circunst\u00e2ncias corriqueiras? Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a atual ordem constitucional, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar em incomunicabilidade do preso. Est\u00e1 revogado o art. 21 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, ao regular o <em>estado de defesa<\/em>, situa\u00e7\u00e3o excepcional que imp\u00f5e restri\u00e7\u00f5es ao exerc\u00edcio de direitos fundamentais, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal pro\u00edbe expressamente a incomunicabilidade do preso (CF, art. 136, \u00a7 3\u00ba., IV), da\u00ed n\u00e3o se admitir que em condi\u00e7\u00f5es normais, de estabilidade jur\u00eddica, pol\u00edtica e social, seja constitucional impor restri\u00e7\u00e3o de tal magnitude. <a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, n\u00e3o poderia o STF, por meio do Ministro Alexandre de Moraes ou por seu pleno, decretar o \u201cEstado de Defesa\u201d? A resposta obviamente \u00e9 negativa. O Estado de Defesa \u00e9 medida excepcional de compet\u00eancia exclusiva do Presidente da Rep\u00fablica por meio de decreto (artigo 136 c\/c 84, IX, CF). <a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a> Ademais, ainda que tal fosse poss\u00edvel, n\u00e3o ocorreu e ainda que ocorresse (e fosse poss\u00edvel), at\u00e9 mesmo no Estado de Defesa \u00e9 proibida a decreta\u00e7\u00e3o de incomunicabilidade do preso, conforme j\u00e1 visto (artigo 136, \u00a7 3\u00ba., IV, CF).<\/p>\n\n\n\n<p>Bonfim aponta corrente minorit\u00e1ria para a qual haveria ainda possibilidade de incomunicabilidade para \u201cpresos comuns\u201d, embora vedada para \u201cpresos pol\u00edticos\u201d. Atualmente pode-se afirmar ser insignificante esse posicionamento. Ademais, o autor chama a aten\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da quest\u00e3o da veda\u00e7\u00e3o da incomunicabilidade no Estado de Defesa. Lembra que parte da doutrina tamb\u00e9m aponta que a incomunicabilidade \u201cfere os direitos fundamentais\u201d, tais como os de assist\u00eancia da fam\u00edlia e de advogado e a comunica\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o ao juiz e aos familiares ou a pessoa indicada pelo preso (intelig\u00eancia do artigo 5\u00ba.,LXIII e LXII, CF). Nessa perspectiva invi\u00e1vel advogar a tese de recep\u00e7\u00e3o da incomunicabilidade de preso pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. <a href=\"#_ftn4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que estiv\u00e9ssemos em tempos anteriores \u00e0 Magna Carta de 1988, a forma como o Ministro tomou sua decis\u00e3o estaria contrariando a letra da lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, mesmo na reda\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Processo Penal, a incomunicabilidade n\u00e3o pode ser estabelecida por prazo indeterminado como foi. A lei ordin\u00e1ria estabelece o limite de no m\u00e1ximo 3 (tr\u00eas) dias para essa situa\u00e7\u00e3o excepcional. Assim, ainda que n\u00e3o houvesse inconstitucionalidade, o Ministro teria de estabelecer claramente o per\u00edodo m\u00e1ximo de incomunicabilidade aplic\u00e1vel ao preso enfocado (um dia, dois, tr\u00eas?).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, conforme disposto no Par\u00e1grafo \u00danico do artigo 21, CPP, a decreta\u00e7\u00e3o da incomunicabilidade n\u00e3o pode partir de ato de of\u00edcio do magistrado, dependendo de representa\u00e7\u00e3o da Autoridade Policial e\/ou requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, o que, ao que se saiba, n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, nem mesmo durante a chamada \u201cDitadura Militar\u201d a incomunicabilidade jamais implicou na obstaculiza\u00e7\u00e3o ou burocratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o do preso com seu advogado. O mesmo Par\u00e1grafo \u00danico em destaque ressalva o direito de comunica\u00e7\u00e3o com o advogado, o qual n\u00e3o \u00e9 atingido em nada pela incomunicabilidade e isso de acordo com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 5.010 de <strong>1966<\/strong> (atente-se para o ano dessa ressalva inclu\u00edda no C\u00f3digo de Processo Penal).<\/p>\n\n\n\n<p>Importa aqui transcrever a li\u00e7\u00e3o de Bonfim:<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que se admita a exist\u00eancia, sob a ordem da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, da incomunicabilidade, \u00e9 de destacar que essa veda\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode, sob nenhum pretexto, impedir o contato do investigado preso com seu advogado. Esse o teor do art. 7\u00ba., III, da Lei 8.906\/94 (Estatuto da Advocacia), que faculta ao advogado comunicar-se com seus clientes pessoal e reservadamente, quando estes se encontrarem presos ou detidos, ainda que considerados incomunic\u00e1veis. <a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Frise-se ainda que o advogado pode \u201cingressar livremente em qualquer edif\u00edcio ou recinto em que funcione reparti\u00e7\u00e3o judicial <strong>ou outro servi\u00e7o p\u00fablico<\/strong> onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informa\u00e7\u00e3o \u00fatil ao exerc\u00edcio da atividade profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado\u201d (Prerrogativa disposta no artigo 7\u00ba., VI, \u201cc\u201d, do Estatuto da OAB). A restri\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria ao exerc\u00edcio dessa prerrogativa do advogado \u00e9 flagrantemente abusiva, pois n\u00e3o se pode estabelecer que o caus\u00eddico fique ref\u00e9m de um Ministro do Supremo para obter uma autoriza\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio de seu direito, n\u00e3o podendo se dirigir, como manda a lei, <em>a qualquer outro<\/em> \u201cservidor ou empregado\u201d. Note-se que se faz refer\u00eancia a \u201cqualquer outro\u201d servidor ou empregado p\u00fablico porque um Ministro do STF, embora ocupando cargo de alta relev\u00e2ncia e responsabilidade, nada mais \u00e9 do que isso, um <em>servidor ou empregado p\u00fablico<\/em>. E se pode dizer que sua condi\u00e7\u00e3o de <em>servidor<\/em> \u00e9 ainda mais intensa (e n\u00e3o menos), tendo em vista o poder que lhe \u00e9 concedido, pois que a quem mais se der mais ser\u00e1 exigido. Trata-se at\u00e9 mesmo de preceito da sabedoria b\u00edblica: \u201cA quem muito foi dado, muito ser\u00e1 exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais ser\u00e1 pedido\u201d (Lucas, 12: 42 \u2013 48). E n\u00e3o se alegue que n\u00e3o se est\u00e1 vedando o direito de visitas ou de comunica\u00e7\u00e3o com advogado, mas apenas o condicionando \u00e0 previa autoriza\u00e7\u00e3o do STF, o que afastaria a tese de incomunicabilidade. A lei n\u00e3o permite esse condicionamento pr\u00e9vio, essa burocratiza\u00e7\u00e3o que castra direito fundamental do preso e prerrogativa do defensor. A tentativa de ocultar ou dissimular a incomunicabilidade por meio desse tipo de artif\u00edcio eufem\u00edstico \u00e9 fadada ao fracasso e sua aceita\u00e7\u00e3o constituiria na legitima\u00e7\u00e3o de potencial incomunicabilidade absoluta, j\u00e1 que o requerimento de visita\u00e7\u00e3o ou de entrevista do advogado sempre poderia ser objeto de indeferimento pelo STF, sabe-se l\u00e1 por que crit\u00e9rios subjetivos e arbitr\u00e1rios, j\u00e1 que n\u00e3o existe disciplina legal para essa medida tomada \u00e0 margem do ordenamento jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, Alexandre de Moraes determina, violando a Constitui\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo a lei ordin\u00e1ria n\u00e3o recepcionada, que o preso n\u00e3o ter\u00e1 direito a visitas e nem a contato com advogado, salvo com expressa autoriza\u00e7\u00e3o do STF. Isso seria ilegal at\u00e9 mesmo em per\u00edodo ditatorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, \u00e9 preciso salientar que o direito de visitas \u00e9 parte da humaniza\u00e7\u00e3o das pris\u00f5es em obedi\u00eancia ao chamado \u201cPrinc\u00edpio Humanit\u00e1rio\u201d, constituindo-se em direito do preso, conforme disp\u00f5e o artigo 41, X, da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais (Lei 7.210\/84). At\u00e9 mesmo a constru\u00e7\u00e3o dos estabelecimentos prisionais \u00e9 regrada de forma a n\u00e3o ser impediente, devido \u00e0 dist\u00e2ncia ou isolamento, do exerc\u00edcio de visita\u00e7\u00e3o (vide artigo 90 da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais). Da mesma maneira o direito \u00e0 assist\u00eancia jur\u00eddica e contato reservado com seu defensor, nos termos do artigo 41, VII e IX do mesmo diploma. A lei n\u00e3o prev\u00ea qualquer burocracia ou intermedia\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via para o exerc\u00edcio desses direitos. Seu condicionamento nos termos em que fez o Ministro \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o subjetiva arbitr\u00e1ria incompat\u00edvel com a objetividade das normas de reg\u00eancia. E mais, o Par\u00e1grafo \u00danico do artigo 41 em estudo prev\u00ea a possibilidade de restri\u00e7\u00e3o ou suspens\u00e3o do direito de visitas <em>pelo Diretor do Estabelecimento Prisional<\/em>. \u00c9 vis\u00edvel que a restri\u00e7\u00e3o ou suspens\u00e3o de visitas n\u00e3o pode decorrer de uma determina\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via ao encarceramento e est\u00e1 ligada t\u00e3o somente ao comportamento prisional e a sua necessidade para a disciplina do estabelecimento. Por isso conferida ao Diretor e n\u00e3o a outra autoridade, ainda que judicial (vide ainda artigo 53, III c\/c artigo 54 da Lei 7.210\/84). Para al\u00e9m de n\u00e3o deter legitimidade para a imposi\u00e7\u00e3o injustificada dessa limita\u00e7\u00e3o ao detento, ao faz\u00ea-lo, sem suped\u00e2neo em fato concreto anterior ligado ao comportamento do preso durante a constri\u00e7\u00e3o, Moraes constr\u00f3i o que Merton chamaria de \u201cProfecia Autorrealiz\u00e1vel\u201d (\u201cself-fulfilling prophecy\u201d), na medida em que operaria um progn\u00f3stico, que se convola em cren\u00e7a e provoca a sua pr\u00f3pria concretiza\u00e7\u00e3o. Em suma, se trata de uma falsa defini\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o que conduz a um dado comportamento ou medida, o qual, na verdade, enseja que a concep\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria falsa acabe se realizando de alguma forma. <a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a> \u00c9 como se Moraes previsse que Roberto Jefferson iria praticar infra\u00e7\u00f5es na pris\u00e3o e, com isso, j\u00e1 o punisse previamente. Algo tamb\u00e9m similar ao filme \u201cMinority Report\u201d, somente imagin\u00e1vel na fic\u00e7\u00e3o. <a href=\"#_ftn7\">[7]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, ainda que se fa\u00e7a refer\u00eancia \u00e0 suspens\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o de visitas e n\u00e3o \u00e0 incomunicabilidade, aquela ou outros direitos do preso n\u00e3o pode se dar a prazo indeterminado, conforme consta da decis\u00e3o. O artigo 58 da LEP estabelece o prazo m\u00e1ximo de 30 (trinta) dias, salvo no caso de Regime Disciplinar Diferenciado. Mesmo assim, a imposi\u00e7\u00e3o da penalidade administrativa precisa obedecer ao Devido Processo Legal, havendo previs\u00e3o de \u201cProcedimento Disciplinar\u201d pr\u00e9vio ap\u00f3s a pr\u00e1tica de eventual infra\u00e7\u00e3o, nos termos dos artigos 59 e 60 da LEP. Nem mesmo o isolamento preventivo pode ser imposto sem a imputa\u00e7\u00e3o de falta disciplinar e por prazo indeterminado, prevendo a lei uma dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 10 (dez) dias (vide artigo 60 da LEP). &nbsp;\u00c9 evidente que a restri\u00e7\u00e3o de visitas somente pode ser imposta em caso de cometimento de falta pelo detento durante a sua perman\u00eancia no estabelecimento prisional e n\u00e3o ser aplicada previamente sem qualquer liga\u00e7\u00e3o com a execu\u00e7\u00e3o ou o cumprimento da pris\u00e3o provis\u00f3ria. E pior, sem qualquer conduta atribu\u00edvel ao detento. Conforme esclarece Marc\u00e3o, a suspens\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o de direitos, conforme prevista no artigo 53, III, LEP \u00e9 uma \u201csan\u00e7\u00e3o\u201d estabelecida em \u201crol taxativo\u201d informado pelos princ\u00edpios da \u201clegalidade e anterioridade\u201d. Sua aplica\u00e7\u00e3o depende, conforme j\u00e1 destacamos, de uma conduta il\u00edcita pr\u00e9via do detento e deve obedecer \u00e0 individualiza\u00e7\u00e3o e proporcionalidade. Isso somente pode ocorrer se o preso comete conduta durante seu tempo de encarceramento, jamais quando j\u00e1 ingressa no sistema com uma penalidade previamente aplicada por magistrado que nem sequer \u00e9 o respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o penal (anote-se que as normas de execu\u00e7\u00e3o penal s\u00e3o aplic\u00e1veis \u201cmutatis mutandis\u201d para os presos provis\u00f3rios). <a href=\"#_ftn8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Silva destaca que \u201co preso n\u00e3o perde o contato com o mundo exterior, que \u00e9 apenas restringido\u201d. Ademais, o contato com familiares \u201cdeve ser preservado e estimulado\u201d, o que \u00e9 previsto nas \u201cRegras M\u00ednimas para o Tratamento do Preso\u201d (Regra 79): \u201cSer\u00e1 prestada especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e melhora das rela\u00e7\u00f5es entre o preso e sua fam\u00edlia, que se mostrem de maior vantagem para ambos\u201d. O car\u00e1ter n\u00e3o absoluto desse direito de contato somente pode ser relativizado com vistas \u00e0 seguran\u00e7a e disciplina dos estabelecimentos prisionais, conforme bem demonstra o autor em refer\u00eancia. <a href=\"#_ftn9\">[9]<\/a> Portanto, a atua\u00e7\u00e3o do Ministro Alexandre de Moraes vai \u00e0 contram\u00e3o at\u00e9 mesmo do Direito Internacional Convencional sobre a mat\u00e9ria, pois que pretende afastar, sem motiva\u00e7\u00e3o id\u00f4nea e nem mesmo legal, o detento do conv\u00edvio com seus familiares e amigos, esgar\u00e7ando sem fundamento algum seu tecido de rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m Mirabete apresenta ensinamentos valiosos sobre o tema da visita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Fundamental (&#8230;) \u00e9 o princ\u00edpio de que o preso n\u00e3o deve romper seus contatos com o mundo exterior e que n\u00e3o sejam debilitadas as rela\u00e7\u00f5es que o unem aos familiares e amigos. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida alguma de que os la\u00e7os mantidos principalmente com a fam\u00edlia s\u00e3o essencialmente ben\u00e9ficos ao preso, porque o levam a sentir que, mantendo contatos, embora com limita\u00e7\u00f5es, com as pessoas que se encontram fora do pres\u00eddio, n\u00e3o foi exclu\u00eddo da comunidade. (&#8230;). Preceituam, ali\u00e1s, as Regras M\u00ednimas da ONU que se deve velar particularmente para que se mantenham e melhorem as boas rela\u00e7\u00f5es entre o preso e sua fam\u00edlia quando estas sejam convenientes para ambas as partes (n. 79), devendo ser autorizadas visitas de familiares e amigos ao menos periodicamente e sob vigil\u00e2ncia (n. 37). Por isso, concede-se ao preso o direito de visita do c\u00f4njuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados (art. 41, X). <a href=\"#_ftn10\">[10]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;E n\u00e3o existe qualquer previs\u00e3o de restri\u00e7\u00e3o, suspens\u00e3o ou condicionamento do contato do preso com seu defensor. Essa esp\u00e9cie de restri\u00e7\u00e3o de contato com o advogado n\u00e3o \u00e9 somente inconstitucional e ilegal de acordo com a Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais, mas tamb\u00e9m fere de morte prerrogativa dos advogados disposta no Estatuto da OAB, conforme artigo 7\u00ba., III da Lei 8.906\/94, no bojo do qual h\u00e1 tamb\u00e9m ressalva de que esse direito n\u00e3o \u00e9 relativiz\u00e1vel nem mesmo quando presente \u201cincomunicabilidade\u201d. Infelizmente, sabemos que o Ministro e a Corte Suprema em geral n\u00e3o t\u00eam zelado pelo respeito \u00e0s prerrogativas da advocacia, o que n\u00e3o \u00e9 de espantar, j\u00e1 que a pr\u00f3pria OAB at\u00e9 o momento n\u00e3o se posicionou de forma a confrontar o Judici\u00e1rio em face desses reiterados abusos, deixando seus membros t\u00e3o indefesos quanto os respectivos clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo no Regime Disciplinar Diferenciado o preso tem direito de visitas assegurado de 15 em 15 dias por 2 pessoas e entrevista com seu defensor, as quais n\u00e3o admitem, como as demais visitas, monitoramento (vide artigo 52, III e V da Lei 7.210\/84). Observe-se que Roberto Jefferson jamais poderia ser inclu\u00eddo no Regime Disciplinar Diferenciado e nem que o fosse as restri\u00e7\u00f5es que lhe foram impostas seriam draconianas e ilegais. Como destaca Lima, embora o regime disciplinar diferenciado dispense \u201ctratamento carcer\u00e1rio mais r\u00edgido\u201d, \u201cn\u00e3o h\u00e1 qualquer previs\u00e3o de incomunicabilidade do preso\u201d. <a href=\"#_ftn11\">[11]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como se n\u00e3o bastasse tudo isso, at\u00e9 mesmo a assist\u00eancia religiosa, que \u00e9 direito de todo preso, \u00e9 tolhida na decis\u00e3o do Ministro, tamb\u00e9m condicionando o contato com l\u00edderes religiosos \u00e0 sua autoriza\u00e7\u00e3o. Viola-se do direito do preso estabelecido na Lei de Execu\u00e7\u00f5es Penais em seu artigo 24, o qual n\u00e3o est\u00e1 condicionado legalmente a qualquer avalia\u00e7\u00e3o judicial de oportunidade ou conveni\u00eancia. Isso sem falar no completo desprezo ao direito de liberdade religiosa constitucionalmente assegurado e que \u00e9 o sustent\u00e1culo do pr\u00f3prio direito estabelecido na lei ordin\u00e1ria sob enfoque. Em coment\u00e1rios \u00e0 Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, Marc\u00e3o lembra que \u201ca Constitui\u00e7\u00e3o Federal assegura em seu art. 5\u00ba., VI, a <strong>inviolabilidade de consci\u00eancia e de cren\u00e7a<\/strong>, sendo assegurado o livre exerc\u00edcio dos cultos religiosos\u201d (grifo no original). <a href=\"#_ftn12\">[12]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Importa trazer \u00e0 cola\u00e7\u00e3o a refer\u00eancia feita por Kuehne \u00e0 Lei 9.982\/00, que regula a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia religiosa nas entidades hospitalares p\u00fablicas e privadas, bem como <strong>nos estabelecimentos prisionais civis e militares<\/strong>. Essa legisla\u00e7\u00e3o assegura o acesso dos religiosos aos estabelecimentos prisionais, que fica condicionado t\u00e3o somente \u00e0 anu\u00eancia dos pr\u00f3prios detentos ou seus familiares em caso de estarem doentes e sem condi\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o. Outro requisito \u00e9 o cumprimento das normas legais e internas do estabelecimento, visando t\u00e3o somente n\u00e3o colocar em risco a seguran\u00e7a do ambiente prisional. N\u00e3o h\u00e1 qualquer men\u00e7\u00e3o a condicionamentos surgidos da subjetividade ou idiossincrasia de qualquer magistrado de qualquer grau. Afinal, as pessoas est\u00e3o submetidas \u00e0s regras da lei, ningu\u00e9m sendo obrigado a fazer ou deixar de fazer algo sen\u00e3o em virtude dela e n\u00e3o com refer\u00eancia \u00e0 vontade de poder de quem quer que seja (intelig\u00eancia do artigo 5\u00ba., II, CF).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m as Regras M\u00ednimas da ONU para o Tratamento de Presos estabelecem que \u201c<strong>nunca<\/strong> se negar\u00e1 a um preso o direito de comunicar-se com o representante autorizado de uma religi\u00e3o\u201d (n. 41.3) (grifo nosso). <a href=\"#_ftn13\">[13]<\/a> A decis\u00e3o de Moraes p\u00f5e em xeque essa regra internacional de Direitos Humanos, pois que ao submeter a entrevista com religiosos por Roberto Jefferson ao escrut\u00ednio do STF, deixa impl\u00edcita a possibilidade de proibi\u00e7\u00e3o por crit\u00e9rios indeterminados, subjetivos e voluntaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em finaliza\u00e7\u00e3o consigne-se que as veda\u00e7\u00f5es impostas ao preso Roberto Jefferson quanto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o, contato com advogados e assist\u00eancia religiosa s\u00e3o eivadas de ilegalidade e inconstitucionalidade patentes. Esses abusos precisam ser reprimidos pelos devidos recursos legais dirigidos ao pr\u00f3prio STF e, acaso n\u00e3o sejam corrigidos, necess\u00e1ria a den\u00fancia a entidades internacionais de Direitos Humanos, bem como a provoca\u00e7\u00e3o do Senado Federal para que em algum momento cumpra suas fun\u00e7\u00f5es institucionais constitucionalmente atribu\u00eddas, restabelecendo o imp\u00e9rio da lei e da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n\n\n\n<p>BERNARDES, Juliano Taveira, FERREIRA, Olavo Augusto Vianna Alves. <em>Direito Constitucional<\/em>. Tomo II. 10\u00aa. ed. Salvador: Juspodivm, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>BONFIM, Edilson Mougenot. <em>Curso de Processo Penal<\/em>. 11\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>LIMA, Renato Brasileiro de. <em>Curso de Processo Penal<\/em>. Niter\u00f3i: Impetus, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>MARC\u00c3O, Renato. <em>Curso de Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 14\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>MARC\u00c3O, Renato. <em>Curso de Processo Penal<\/em>. 5\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>MERTON, Robert K. <em>The self-fulfilling prophecy<\/em>. New York: Antioch Review, 1949.<\/p>\n\n\n\n<p>MIRABETE, Julio Fabbrini. <em>Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 3\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>MORAES, Alexandre. Decis\u00e3o Monocr\u00e1tica Roberto Jefferson. Dispon\u00edvel em https:\/\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Moraes-decisao_monocratica-Roberto-Jefferson-23-out-2022.pdf , acesso em 24.10.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>NUCCI, Guilherme de Souza. <em>Manual de Processo e Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 14\u00aa. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>SILVA, C\u00e9sar Dario Mariano da. <em>Coment\u00e1rios \u00e0 Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 4\u00aa. ed. Curitiba: Juru\u00e1, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>SPIELBERG, Steven. <em>Minority Report: A Nova Lei<\/em>. Dispon\u00edvel em https:\/\/www.imdb.com\/title\/tt0181689\/ , acesso em 24.10.2022.<\/p>\n\n\n\n<p>TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. <em>Manual de Processo Penal<\/em>. 17\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2017.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> MORAES, Alexandre. Decis\u00e3o Monocr\u00e1tica Roberto Jefferson. Dispon\u00edvel em https:\/\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Moraes-decisao_monocratica-Roberto-Jefferson-23-out-2022.pdf , acesso em 24.10.2022.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> MARC\u00c3O, Renato. <em>Curso de Processo Penal<\/em>. 5\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2019, p. 192 \u2013 193. O autor ainda apresenta outros doutrinadores que se manifestam no mesmo sentido: TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. <em>Manual de Processo Penal<\/em>. 17\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2017, p. 123. NUCCI, Guilherme de Souza. <em>Manual de Processo e Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 14\u00aa. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2017, p. 134.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> BERNARDES, Juliano Taveira, FERREIRA, Olavo Augusto Vianna Alves. <em>Direito Constitucional<\/em>. Tomo II. 10\u00aa. ed. Salvador: Juspodivm, 2021, p. 988.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> BONFIM, Edilson Mougenot. <em>Curso de Processo Penal<\/em>. 11\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2016, p. 208 \u2013 209.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> Op. Cit., p. 209.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> MERTON, Robert K. <em>The self-fulfilling prophecy<\/em>. New York: Antioch Review, 1949, p. 477.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> SPIELBERG, Steven. <em>Minority Report: A Nova Lei<\/em>. Dispon\u00edvel em https:\/\/www.imdb.com\/title\/tt0181689\/ , acesso em 24.10.2022.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> MARC\u00c3O, Renato. <em>Curso de Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 14\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2016, p. 86.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> SILVA, C\u00e9sar Dario Mariano da. <em>Coment\u00e1rios \u00e0 Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 4\u00aa. ed. Curitiba: Juru\u00e1, 2022, p. 100 \u2013 101.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> MIRABETE, Julio Fabbrini. <em>Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 3\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 1990, p. 142.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> LIMA, Renato Brasileiro de. <em>Curso de Processo Penal<\/em>. Niter\u00f3i: Impetus, 2013, p. 109.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> MARC\u00c3O, Renato. <em>Curso de Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/em>. 14\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2016, p. 62.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> MIRABETE, Julio Fabbrini. Op. Cit., p. 103.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex \u2013 deputado Roberto Jefferson foi preso em flagrante e teve sua pris\u00e3o domiciliar reconvertida em preventiva. Havia, inicialmente, condutas abusivas no decreto de sua pris\u00e3o, inclusive domiciliar, derivadas, como se sabe, da ilegalidade e inconstitucionalidade do inqu\u00e9rito de que provinha. N\u00e3o obstante, indefens\u00e1vel moral e legalmente sua conduta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ofensas pessoais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":5612,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-17143","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.8.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta - Meu site jur\u00eddico<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta - Meu site jur\u00eddico\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O ex \u2013 deputado Roberto Jefferson foi preso em flagrante e teve sua pris\u00e3o domiciliar reconvertida em preventiva. Havia, inicialmente, condutas abusivas no decreto de sua pris\u00e3o, inclusive domiciliar, derivadas, como se sabe, da ilegalidade e inconstitucionalidade do inqu\u00e9rito de que provinha. N\u00e3o obstante, indefens\u00e1vel moral e legalmente sua conduta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ofensas pessoais [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Meu site jur\u00eddico\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-10-28T13:21:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-10-28T13:21:50+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1000\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"667\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Eduardo Luiz Santos Cabette\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Eduardo Luiz Santos Cabette\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"15 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/\"},\"author\":{\"name\":\"Eduardo Luiz Santos Cabette\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/person\/8b773c6b3452b86fbd88dbfe07bc42db\"},\"headline\":\"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta\",\"datePublished\":\"2022-10-28T13:21:48+00:00\",\"dateModified\":\"2022-10-28T13:21:50+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/\"},\"wordCount\":3668,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg\",\"articleSection\":[\"Artigos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/\",\"url\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/\",\"name\":\"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta - Meu site jur\u00eddico\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg\",\"datePublished\":\"2022-10-28T13:21:48+00:00\",\"dateModified\":\"2022-10-28T13:21:50+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg\",\"width\":1000,\"height\":667},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/\",\"name\":\"Meu site jur\u00eddico\",\"description\":\"Meu site jur\u00eddico\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#organization\",\"name\":\"Meu site jur\u00eddico\",\"url\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2022\/03\/cropped-baeec2a3-msj-02-01-01.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2022\/03\/cropped-baeec2a3-msj-02-01-01.png\",\"width\":349,\"height\":243,\"caption\":\"Meu site jur\u00eddico\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/person\/8b773c6b3452b86fbd88dbfe07bc42db\",\"name\":\"Eduardo Luiz Santos Cabette\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2017\/04\/9ddea50d-cabette-150x150.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2017\/04\/9ddea50d-cabette-150x150.jpg\",\"caption\":\"Eduardo Luiz Santos Cabette\"},\"description\":\"Delegado de Pol\u00edcia aposentado, Assessor e Parecerista Jur\u00eddico, Mestre em Direito Social, P\u00f3s \u2013 graduado em Direito Penal e Criminologia, Professor de Direito Penal, Processo Penal, Criminologia, Medicina Legal e Legisla\u00e7\u00e3o Penal e Processual Penal Especial na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s \u2013 gradua\u00e7\u00e3o do Unisal\",\"url\":\"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/author\/eduardocabette-com-br\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta - Meu site jur\u00eddico","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta - Meu site jur\u00eddico","og_description":"O ex \u2013 deputado Roberto Jefferson foi preso em flagrante e teve sua pris\u00e3o domiciliar reconvertida em preventiva. Havia, inicialmente, condutas abusivas no decreto de sua pris\u00e3o, inclusive domiciliar, derivadas, como se sabe, da ilegalidade e inconstitucionalidade do inqu\u00e9rito de que provinha. N\u00e3o obstante, indefens\u00e1vel moral e legalmente sua conduta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ofensas pessoais [&hellip;]","og_url":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/","og_site_name":"Meu site jur\u00eddico","article_published_time":"2022-10-28T13:21:48+00:00","article_modified_time":"2022-10-28T13:21:50+00:00","og_image":[{"width":1000,"height":667,"url":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Eduardo Luiz Santos Cabette","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Eduardo Luiz Santos Cabette","Est. tempo de leitura":"15 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/"},"author":{"name":"Eduardo Luiz Santos Cabette","@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/person\/8b773c6b3452b86fbd88dbfe07bc42db"},"headline":"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta","datePublished":"2022-10-28T13:21:48+00:00","dateModified":"2022-10-28T13:21:50+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/"},"wordCount":3668,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg","articleSection":["Artigos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/","url":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/","name":"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta - Meu site jur\u00eddico","isPartOf":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg","datePublished":"2022-10-28T13:21:48+00:00","dateModified":"2022-10-28T13:21:50+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#primaryimage","url":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg","contentUrl":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2018\/06\/e59f0f60-shutterstock-306118964.jpg","width":1000,"height":667},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/meusitejuridico.com.br\/2022\/10\/28\/a-incomunicabilidade-de-preso-ressurreta-e-a-constituicao-morta\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A incomunicabilidade de preso ressurreta e a constitui\u00e7\u00e3o morta"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#website","url":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/","name":"Meu site jur\u00eddico","description":"Meu site jur\u00eddico","publisher":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#organization","name":"Meu site jur\u00eddico","url":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2022\/03\/cropped-baeec2a3-msj-02-01-01.png","contentUrl":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2022\/03\/cropped-baeec2a3-msj-02-01-01.png","width":349,"height":243,"caption":"Meu site jur\u00eddico"},"image":{"@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/person\/8b773c6b3452b86fbd88dbfe07bc42db","name":"Eduardo Luiz Santos Cabette","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2017\/04\/9ddea50d-cabette-150x150.jpg","contentUrl":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/s.meusitejuridico\/2017\/04\/9ddea50d-cabette-150x150.jpg","caption":"Eduardo Luiz Santos Cabette"},"description":"Delegado de Pol\u00edcia aposentado, Assessor e Parecerista Jur\u00eddico, Mestre em Direito Social, P\u00f3s \u2013 graduado em Direito Penal e Criminologia, Professor de Direito Penal, Processo Penal, Criminologia, Medicina Legal e Legisla\u00e7\u00e3o Penal e Processual Penal Especial na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s \u2013 gradua\u00e7\u00e3o do Unisal","url":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/author\/eduardocabette-com-br\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/posts\/17143","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/comments?post=17143"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/posts\/17143\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17144,"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/posts\/17143\/revisions\/17144"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/media\/5612"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/media?parent=17143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/categories?post=17143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br\/api\/wp\/v2\/tags?post=17143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}